Dados e Dicionário? A analogia que me apresentou a Estatística!
Como que uma pessoa chega até o curso de Estatística? E por que ela decide cursar? É gente, explicar o que um estatístico de fato faz, onde e com o que (com quem) vai trabalhar pode ser um desafio. Apesar disso, algumas palavras do professor de português antes de iniciar sua aula respondeu todas estas perguntas de uma forma extremamente SIMPLES!
Entendendo o Contexto
Desde pequeno, fui muito estimulado a desenvolver meu lado analítico e criativo: joguei xadrez, estudei música, aprendi filosofia, um pouco de mitologia, joguei videogame, etc. Jamais perdi contato com nenhuma dessas atividades. No colégio, gostava de praticamente todas as matérias, mas tinha minha favorita: Matemática!
Meu objetivo sempre foi encontrar um curso (e consequentemente, uma profissão) que me permitisse unir o máximo dessas atividades e conhecimentos de forma útil. Tinha optado pela Psicologia, pois acreditava que seria a forma perfeita (além de ter tido contato com uma possível pós graduação chamada de Musicoterapia). No entanto, sempre ficava pensativo sobre a falta de contato que teria com as exatas.
A Analogia que Mudou Minha Vida
Para minha (agradável) surpresa, o professor de português realiza o seguinte comentário antes de iniciar sua aula: "Para quem ainda não decidiu o que vai cursar, a Estatística parece ser bem promissora, ainda mais com o crescente volume de dados que estamos tendo. Creio que ele deve ter lido uma notícia como esta, considerando a época. Eu, assim como outros colegas, ficamos curiosos e questionamos. Foi nessa hora que ele deu a melhor explicação com a qual tive contato da área:
“Todos geramos dados o tempo todo, com nossos celulares, computadores. Eu gosto de pensar nesses dados todos como um dicionário. É possível extrair muita informação útil dele, mas se eu não souber lê-lo, de nada adianta. Então, o Estatístico é aquele que sabe ler o dicionário”.
Fez todo sentido para mim, e sempre que me questionam o porquê de eu escolher o curso, conto essa história. Além disso, na abundância de dados gerados (nossos, de empresas, clientes, pacientes, entre outros) - das mais diversas áreas do conhecimento - há um valor imensurável que pode ser gerado, dando uma utilidade e flexibilidade aos “leitores de dicionário” quase infinita.